Usuários dos açudes Acaraú Mirim, Arrebita, Farias de Souza, Jenipapo e São Vicente avaliam operação de uso de água dos reservatórios

Entre os meses de fevereiro e março de 2026, foram realizadas reuniões de encerramento das operações de uso da água 2025.2 (entre julho e janeiro) de parte dos reservatórios da Bacia do Acaraú. Os encontros tiveram como objetivo avaliar o desempenho das operações, analisar os dados técnicos e discutir encaminhamentos para resoluções de demandas nos respectivos reservatórios.

De modo geral, os resultados foram considerados positivos, com volumes finais superiores aos previstos na maioria dos açudes, mesmo diante de perdas por evaporação e irregularidade das chuvas.

AÇUDE ACARAÚ MIRIM

No Açude Acaraú Mirim, a reunião ocorreu no dia 03 de fevereiro de 2026 e destacou um cenário considerado satisfatório, com o reservatório atingindo 69,66% de sua capacidade ao final da operação (31/01).

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Iniciada com 100% em julho de 2025, a operação foi avaliada como eficiente, apresentando economia de água e redução dos conflitos entre usuários. O açude, com destinação prioritária para à irrigação, teve sua operação encerrada em 31 de janeiro.

Também foram discutidos aspectos como qualidade da água, classificada como eutrófica (alta concentração de nutrientes), previsões climáticas e ações educativas no entorno do reservatório.

AÇUDE JENIPAPO

No município de Meruoca, a reunião do Açude Jenipapo, realizada em 4 de fevereiro de 2026, destacou um cenário bastante positivo, com o reservatório atingindo cerca de 77,19% da capacidade ao final da operação, acima do previsto.

Localizado em área de serra, o açude apresentou menor impacto da evaporação e até indícios de recarga natural. Os participantes avaliaram a operação como satisfatória, ressaltando que o controle de vazão permitiu atender às demandas sem prejuízos.

Entre os principais pontos discutidos estiveram problemas de ocupação irregular, descarte de lixo e segurança no entorno do açude, além de questões relacionadas ao abastecimento de comunidades vizinhas, resultando em encaminhamentos para reuniões e vistorias futuras.

AÇUDE FARIAS DE SOUZA

Em Nova Russas, no dia 5 de fevereiro de 2026, foi discutida a situação do Açude Farias de Souza, considerado o mais crítico entre os reservatórios avaliados, com apenas cerca de 7,8% de sua capacidade.

Apesar do baixo volume, o açude apresentou desempenho superior ao previsto na operação, resultado atribuído à redução da evaporação e ao aumento do uso de águas subterrâneas para abastecimento humano, uso prioritário do reservatório.

Também foram abordados temas como qualidade da água, com tendência de eutrofização, e segurança de barragens, reforçando a necessidade de monitoramento contínuo e participação social na gestão hídrica.


AÇUDE ARREBITA

Já no Açude Arrebita, a reunião foi realizada em 10 de março de 2026, na comunidade de Trapiá, em Forquilha, reunindo usuários, comunidade e instituições parceiras.

O reservatório encerrou a operação com aproximadamente 69,53% da capacidade, acima da projeção inicial, o que reforça o desempenho positivo do período.

As liberações realizadas em 2025 atenderam às demandas locais, especialmente em momentos de escassez hídrica.

Durante o encontro, foram levantadas demandas como necessidade de limpeza do sangradouro e de trechos do rio, além de discursões sobre intervenções em áreas de preservação permanente e a importância de parcerias institucionais para solução desses desafios.

AÇUDE SÃO VICENTE
Por fim, no Açude São Vicente, em Santana do Acaraú, a reunião ocorreu em 11 de março de 2026 e também apontou resultados positivos, com volume final de aproximadamente 75,89%, acima da projeção inicial.

A operação garantiu atendimento às demandas, apesar de desafios como interrupções no fornecimento causadas por obras locais e dificuldades de acesso à água por usuários a jusante.

Foram discutidos ainda problemas como assoreamento dos leitos, limitações para irrigação por inundação e impactos na produção rural. A qualidade da água, predominantemente eutrófica, foi apontada como fator de atenção, reforçando a necessidade de tratamento adequado antes do consumo.

De forma geral, as reuniões evidenciaram a importância da gestão participativa e do acompanhamento técnico na condução das operações dos reservatórios. A atuação conjunta entre poder público, usuários e instituições foi destacada como fundamental para garantir o uso equilibrado da água, especialmente em um cenário de variabilidade climática e desafios crescentes na segurança hídrica do estado.

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